Simulação da página de resultados do Google atual, com ia overviews, links tradicionais, painéis e quadros.

Aparecer no Google ainda é importante?

08/07/2026 16 minutos de leitura


A busca mudou, mas o comportamento do consumidor continua o mesmo: antes de confiar em uma marca, contratar um serviço ou tomar uma decisão importante, ele pesquisa. Às vezes pelo Google, por uma IA generativa ou em várias plataformas ao mesmo tempo. Ou seja, a decisão começa muito antes do contato comercial.

Por isso, aparecer no Google ainda importa bastante. Não apenas pelo clique, mas pela presença, pela familiaridade e pela autoridade que a marca constrói quando aparece na busca orgânica.

Mesmo com AI Overviews, ChatGPT, Gemini e novas formas de pesquisa, o SEO não perdeu valor. Ele só passou a fazer parte de uma  estratégia mais ampla de visibilidade.

Neste artigo, você vai entender por que o Google continua relevante, como a IA generativa se conecta à busca tradicional e o que muda na estratégia de marcas que querem ser encontradas, citadas e consideradas nos próximos anos.

Aparecer no Google ainda importa?

Aparecer no Google ainda é importante porque as pessoas continuam pesquisando, mesmo com a chegada das respostas geradas por Inteligência Artificial (IA). Com isso, o que realmente mudou foi a aparência da busca:

Ou seja, a forma como o usuário encontra informação pode até ter mudado, mas não eliminou o comportamento de pesquisar no buscador.

Robby Stein, vice-presidente de produto do Google Search, afirmou à Reuters  que o Google ainda envia “bilhões e bilhões” de cliques para a web todos os dias e que novas formas de busca, como perguntas mais complexas e uso da câmera do celular, estão ampliando o volume de consultas. Segundo ele, “o bolo está crescendo muito, muito rápido”.

Em 2025, o Google informou que já processava  mais de 5 trilhões de buscas por ano, o que equivale a  cerca de 14 bilhões de buscas por dia. Outras estimativas de mercado colocam esse volume em aproximadamente  16,4 bilhões de buscas diárias  ou cerca de  189 mil buscas  por segundo. A diferença existe porque parte dos dados é estimada, mas a conclusão é a mesma: o Google continua sendo um dos principais pontos de partida  da internet.

Por isso, a pergunta não deveria ser se ainda vale aparecer no Google, já que a resposta é sim. A questão é  como aparecer no Google se a resposta pode vir em diferentes formatos  (como link, resumo, snippet, AI Overview ou experiência generativa)? A presença das marcas continua sendo construída em cima de conteúdos de qualidade, que respeitam intenção, dúvida, comparação e decisão do usuário. Para marcas que dependem de confiança, esse espaço segue estratégico.

Portanto, não faz sentido tratar IA e Google como caminhos opostos. Na prática, a tendência é de integração. Até porque as respostas de inteligência artificial também dependem de fontes, sinais de autoridade, conteúdos bem estruturados e páginas que o buscador consegue interpretar. Isto é, aparecer no Google continua importante porque a presença orgânica não serve apenas para gerar clique.

Ela ajuda a construir a base de autoridade que também aumenta as chances de a marca ser citada, entendida e considerada nas novas experiências de busca.

O Google ainda domina o mercado de buscas

O Google ainda domina o mercado de buscas, mesmo com o crescimento das IAs generativas . Segundo a StatCounter, o buscador mantém cerca de 90% do mercado global de search. E considerando todos os dispositivos, em 2026, no Brasil, o Google aparece com 85,88%, à frente de Bing, Yahoo e outros motores de busca. Portanto, mesmo com os novos formatos, o Google segue como buscador mais utilizado.

Na comparação com o ChatGPT, um estudo da SparkToro com a Datos, publicado em 2026, mostra que o Google tem cerca de 373 vezes mais buscas diárias. O dado não diminui a importância da IA, mas mostra que uma boa estratégia de SEO continua sendo extremamente relevante, tanto para o Google quanto para os mecanismos de inteligência artificial.

Para gestores de marketing,  o ideal não é escolher entre Google, IA ou redes sociais  como se uma plataforma anulasse a outra, já que o consumidor continua pesquisando antes de decidir, e uma presença sólida de marca envolve uma boa construção em todas estas frentes. Na edição da State of Search Brasil 2025, o estudo reforça que a maior parte das pesquisas é feita para descobrir ou comparar informações sobre produtos e seus valores  e que o Google segue liderando na busca no desktop e no mobile.

É por isso que aparecer no Google ainda importa. Se o cliente pesquisa antes de comprar e não encontra a sua marca, sua empresa dificilmente entra no conjunto de opções consideradas. Ou seja, a presença orgânica funciona como ponto de validação:

  • Ajuda o consumidor a entender quem é a marca
  • O que ela domina
  • Quais respostas oferece e por que pode ser confiável

Já a  IA muda a interface da busca, mas não acaba com a necessidade de ser encontrado, compreendido e reconhecido nos ambientes onde a decisão começa. Até porque muitos mecanismos de IA utilizam buscadores como o Google como fonte de pesquisa.

O que mudou de verdade: o zero-clique e os AI Overviews

O que mudou de verdade não foi a importância de aparecer no Google, mas a forma como essa presença gera valor. Com featured snippets, painéis de resposta, resultados enriquecidos e AI Overviews, parte das dúvidas pode ser resolvida na própria SERP, sem que o usuário deixe o buscador para entrar em uma página.

Esse comportamento é conhecido como zero-clique. Ele afeta principalmente buscas informacionais simples como:

  • Definições
  • Datas
  • Conceitos básicos
  • Perguntas muito objetivas

Em pesquisas como “o que é SEO” ou “o que é tráfego orgânico”, o Google pode entregar uma resposta rápida antes dos resultados tradicionais.

Já o recurso de Visão Geral Criada por IA do Google reforça esse cenário ao reunir informações de diferentes fontes em uma resposta gerada por IA no topo da busca.  Isso pode reduzir cliques em algumas consultas, porém também cria uma nova forma de visibilidade: a marca pode ser citada como fonte, aparecer no contexto da resposta e reforçar autoridade antes mesmo da visita ao site.

Por isso, o que perdeu força não foi SEO, mas a estratégia baseada em capturar qualquer clique. Agora, o desafio é aparecer nos formatos certos:

  • Links orgânicos
  • Snippets
  • Respostas de IA
  • Conteúdos para o usuário comparar, aprofundar ou decidir

O resultado disso é que buscas simples (topo de funil) tendem a sofrer mais com zero-clique. Já buscas de meio e fundo de funil como comparações, custos, fornecedores, cases e soluções específicas, continuam exigindo páginas completas porque o usuário precisa de contexto, prova, detalhes e confiança para avançar.

Buscas com intenção de compra ainda geram cliques

Buscas com intenção de compra ainda geram cliques porque o usuário não quer apenas uma resposta rápida, mas sim:

  • Comparar opções
  • Entender diferenças
  • Checar preços
  • Avaliar fornecedores
  • Reduzir o risco da decisão

Dessa forma, as buscas sem cliques  aparecem com mais força em  pesquisas informacionais simples como “O que é CRM” ou “Qual a capital da França”, porque a própria SERP consegue resolver a dúvida em poucos segundos.

Estudos recentes sobre zero clique mostram que grande parte das buscas são resolvidas sem precisar sair do buscador, especialmente quando a resposta é simples, factual ou informacional. A SparkToro, por exemplo, identificou que 58,5% das buscas nos EUA e 59,7%  na União Europeia terminam sem clique.

Mas, essa lógica muda quando a busca entra no meio ou no fundo do funil.  Quem pesquisa “melhor CRM para pequenas empresas”, “quanto custa contratar uma agência de SEO” ou “empresa de manutenção de sites para indústria” dificilmente se satisfaz com uma resposta resumida.

Por isso, esse usuário precisa abrir páginas, comparar argumentos, ver detalhes, analisar critérios e sentir confiança antes de avançar. A própria Semrush recomenda considerar também as palavras-chave comerciais e transacionais, porque buscas desse tipo tendem a  preservar mais valor para tráfego qualificado.

Para marcas B2B, é onde estão realmente as oportunidades. Nem toda busca precisa virar clique, e nem todo clique tem o mesmo valor. Uma visita vinda de uma dúvida genérica pode gerar volume, mas uma visita gerada por uma comparação, uma avaliação de custo ou uma busca por fornecedor costuma  indicar intenção mais próxima da decisão.

Imagem de IA generativa no monitor do notebook e do Chatgpt na tela do celular

A IA generativa usa o Google como fonte

Os mecanismos de IA generativa utilizam a internet e os próprios mecanismos de busca como o Google para criar suas respostas. Essas inteligências artificiais recorrem a:

  • Consultas a web
  • Recuperação de fontes
  • Cruzamento de sinais
  • Sintetização das respostas a partir de conteúdos já publicados

Por exemplo: o ChatGPT Search usa informações da internet e retorna respostas com links para fontes relevantes. Já o AI Overview está dentro do próprio Google Search, usando a busca como base para montar respostas geradas por IA.

Na prática, isso significa que a marca precisa ser encontrável, compreensível e confiável  antes de ser citada por uma inteligência artificial. Conteúdos bem estruturados, com profundidade, clareza, autoria, dados verificáveis e autoridade temática tendem a ter mais chance de entrar nesse processo do que páginas rasas, genéricas ou puramente comerciais.

A lógica é parecida com a do SEO tradicional, só que além de ranquear, o conteúdo precisa ser fácil de interpretar, resumir e usar como fonte. Os dados dos AI Overviews reforçam esse ponto.

Uma análise da BrightEdge, divulgada pelo Search Engine Land, avaliou milhões de URLs citadas pelo recurso e identificou que  82,5% das citações vinham de páginas internas  profundas como artigos, guias, conteúdos técnicos e páginas específicas, enquanto apenas 0,5% apontavam para homepages.

Ou seja, as  IAs de busca não dependem apenas da força da marca, já que elas procuram respostas úteis em páginas que tratam o assunto com profundidade. Por isso, as estratégias de SEO que consideram estruturar os conteúdos de forma amigável para humanos e IAs vem ganhando tanta importância nos últimos anos.

A presença recorrente nos resultados da busca orgânica também constrói familiaridade. Mesmo quando o usuário não entra no site naquele momento, ele vê o nome da marca, associa aquela empresa a um tema e começa a formar uma percepção. Em uma jornada curta, isso pode parecer pouco, mas em mercados B2B, que a decisão costuma envolver várias pesquisas e comparações,  esse contato repetido tem peso.

Essa lógica se aproxima do conceito de Share of Search (SOS) ou  participação de busca, que é uma métrica que compara o volume de buscas por uma marca com o volume total de buscas pelas marcas de uma mesma categoria. Isto é, mostra quanto espaço uma empresa ocupa na  intenção de pesquisa do mercado.

Para o gestor de marketing, o ponto prático é que busca não mede apenas visita,  mas também lembrança, interesse e consideração. Então quando alguém pesquisa um tema no Google, vê sua marca em um resultado, depois encontra outro conteúdo seu e, mais tarde, ouve uma indicação no mercado, o  processo de reconhecimento já começou. Assim, a marca deixa de ser completamente desconhecida e passa a ocupar algum espaço mental naquele assunto, o que é importante principalmente em vendas complexas.

Por exemplo:  um decisor pode não clicar na primeira vez, mas pode lembrar que sua empresa apareceu  quando ele pesquisou sobre o problema. Com isso, voltar dias depois e fazer uma busca mais específica. Pode também procurar diretamente pelo nome da marca ou mencionar a empresa  em uma reunião.

Nem todo esse valor aparece em relatórios tradicionais de sessões, porém ele existe na construção de autoridade.

Por isso, “aparecer” não deve ser medido apenas como tráfego imediato. O clique continua importante, mas não é o único sinal de valor. Presença orgânica consistente ajuda a transformar uma marca em opção considerada. E, em muitos mercados, isso já é uma vantagem competitiva.

O erro de quem parou de investir em SEO por causa da IA

Parar de investir em SEO por causa da ascensão inteligência artificial e as mudanças que isso tem causado na SERP é considerado um erro por tratar mudança de interface como o fim da busca orgânica. Inclusive essa errônea previsão de que o SEO morreu aparece sempre quando há  updates do Google  que mudam a forma de organizar os resultados. O que já aconteceu anteriormente com o surgimento de grandes atualizações do Google como:

  • Google Panda
  • Google Penguin
  • Google Hummingbird
  • RankBrain
  • Featured snippets
  • Zero-click searches
  • AI Overviews, ChatGPT, Gemini e Perplexity

Ou seja, a frase “SEO morreu” não é hoje. Um levantamento atribuído à Ahrefs, citado por diferentes análises do setor, afirma que o SEO já teria “morrido” 4.852 vezes  desde janeiro de 2016.

O número é provocativo, mas ajuda a mostrar o padrão: a cada atualização relevante, parte do mercado interpreta a mudança como fim do canal, quando na prática o que costuma morrer é uma forma ultrapassada de fazer SEO.

Com o uso de IA, isso se repete. A diferença é que agora a busca orgânica não entrega apenas links: ela também resume, organiza e recomenda respostas. Isso torna as otimizações para os buscadores mais exigentes, não irrelevante.

Para uma inteligência artificial citar uma marca, a empresa precisa ter conteúdos encontráveis, claros, confiáveis e úteis na web

Portanto, quem construiu autoridade orgânica ao longo do tempo está em vantagem. Artigos, guias, páginas técnicas e conteúdos bem estruturados continuam sendo a base que mecanismos de busca e respostas generativas usam para entender quem domina um assunto. A IA aumentou o peso do conteúdo aprofundado, arquitetura clara,  atualização constante e autoridade temática.

SEO não morreu: só o SEO superficial é que foi enterrado de vez após o March 2024 Update

Só o SEO superficial é que morreu

O caso da HubSpot  ajuda a entender que só o SEO sem propósito morreu. A empresa, que durante anos foi referência em inbound marketing e produção de conteúdo em escala, perdeu bastante tráfego orgânico do blog entre 2024 e 2025. Análises de mercado apontam quedas  na faixa de 70% a 80%, com impacto mais forte depois dos updates do Google de 2024.

O ponto mais importante não é a queda em si, mas o motivo. Parte do tráfego vinha de conteúdos muito amplos, genéricos ou pouco conectados ao território central da marca, como modelos de carta, frases famosas e temas de carreira que só atraíam volume de busca, mas nem sempre tinham relação direta com CRM, vendas, marketing e automação.

Então quando o Google passou a valorizar mais utilidade, especialização e coerência temática, esse tipo de conteúdo ficou mais vulnerável. Portanto, o SEO ainda funciona, só aquele que era baseado em conteúdo criado apenas para capturar volume, cobrir palavras-chave soltas ou ocupar calendário editorial tende a perder espaço quando buscadores e IAs passam a exigir mais utilidade, especialização e coerência temática. O que morreu foi a ideia de SEO como produção em massa e sem estratégia.

Já as estratégias de otimização para o canal orgânico que são bem-feitas continuam relevantes justamente porque:

  • Organizam a presença da marca na busca
  • Fortalecem autoridade
  • Criam a base para aparecer também nas respostas de IA

Para empresas que dependem de confiança, parar de investir em SEO significa deixar de construir o  ativo  que as novas interfaces de busca usam para decidir quem merece ser citado.

O que fazer agora: presença integrada no Google e nas IAs

Construir uma presença orgânica que funcione tanto para o Google tradicional quanto para as respostas geradas por IA é o que precisa ser feito daqui por diante. Lembre-se: a base é a mesma:

  • Conteúdo útil
  • Estrutura clara
  • Profundidade temática
  • Consistência

Uma marca que responde bem às dúvidas do público, organiza seus conteúdos em torno dos temas certos e mantém o site tecnicamente saudável  cria sinais que podem ser interpretados por buscadores, mecanismos de resposta e modelos generativos.

Para o gestor de marketing, isso  muda a forma de olhar para SEO  porque investir em conteúdo hoje não é apenas disputar posições no Google. É construir autoridade de marca, para que ela seja encontrada, compreendida, citada e considerada em diferentes formatos de busca. Ou seja, o artigo que ranqueia bem hoje pode ser a fonte que alimenta uma resposta de IA  amanhã, desde que seja claro, confiável e realmente útil para a intenção do usuário.

A métrica de sucesso também precisa evoluir. Antes, muita gente olhava apenas para posição no Google e volume de cliques. Esses indicadores continuam importantes, porém já não contam a história inteira. Agora, a análise precisa considerar:

  • Visibilidade na SERP
  • Presença em recursos de IA
  • Menções da marca
  • Qualidade do tráfego gerado
  • Crescimento das buscas pelo nome da empresa

A MO4 trabalha exatamente nessa construção de autoridade digital.  A estratégia combina SEO, conteúdo, estrutura técnica e visão de longo prazo para ajudar marcas a conquistarem espaço nas buscas tradicionais e nas novas experiências geradas por IA. O objetivo da estratégia é construir presença orgânica sólida, autoridade e relevância para grandes marcas.

Entre em contato com nosso time e entenda o que faz sentido para a sua marca.

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Anna Cecilia Fontoura
o autor

Anna Cecilia Fontoura

Redatora SEO na MO4.

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