O Google está implementando uma atualização importante no Search Console, introduzindo o recurso Query Groups, que utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para agrupar consultas de pesquisa com a mesma intenção.
Essa atualização, que começou a ser liberada globalmente em outubro de 2025, marca uma mudança significativa na forma como os profissionais de SEO visualizam e analisam o desempenho de palavras-chave.
O que muda
Antes, o GSC exibia dados de cada palavra-chave individualmente. Cada variação, sinônimo ou erro de digitação aparecia como uma linha separada nos relatórios. Agora, o sistema passa a reunir esses termos em grupos de intenção, mostrando resultados agregados.
Por exemplo:
- “melhor celular custo-benefício”,
- “smartphone bom e barato”
- e “qual celular comprar 2025”
agora aparecem como um único grupo temático, representando uma intenção de busca comum.
Essa mudança traduz como agora é o comportamento do algoritmo do Google, que há anos evolui para entender o significado e a intenção por trás das buscas, não apenas as palavras exatas.
Como funciona o agrupamento
O Query Groups usa IA para identificar relações semânticas entre consultas, processando sinônimos, variações linguísticas e padrões de digitação.
Os grupos recebem dados consolidados de impressões, cliques e CTR, com possibilidade de expansão para visualizar os termos individuais.
A interface apresenta três categorias principais:
- Grupos com maior volume de cliques,
- Grupos em crescimento,
- e Grupos em declínio.
Essa visão facilita a identificação de tendências, lacunas de conteúdo e oportunidades de otimização.
Disponibilidade
O recurso está sendo liberado gradualmente e, por enquanto, só aparece para propriedades com grande volume de consultas. Segundo o Google, o agrupamento automático oferece valor limitado para sites menores, mas deve ser expandido futuramente.
O impacto na estratégia de SEO
O agrupamento muda o foco da análise, sai a visão de “palavra-chave isolada” e entra a de cluster temático e intenção de busca. Isso significa que as equipes de SEO e conteúdo devem:
- Planejar conteúdos por tópicos, não por termos exatos.
- Avaliar desempenho de grupos inteiros, não apenas de keywords específicas.
- Monitorar tendências de intenção, observando grupos em crescimento ou declínio.
Essa mudança também facilita o diagnóstico de canibalização de conteúdo: se múltiplas páginas aparecem para o mesmo grupo, pode ser hora de consolidar o tema.
Cuidados e limitações
Como os grupos são criados dinamicamente por IA, eles podem mudar ao longo do tempo, o que torna comparações históricas diretas menos precisas. Além disso, não é possível personalizar os critérios de agrupamento, o que pode frustrar profissionais que preferem controle manual.

Como aproveitar melhor o Query Groups
- Analise semanalmente os grupos em crescimento para antecipar tendências.
- Relacione grupos e páginas de destino para identificar lacunas ou sobreposições.
- Use os insights de intenção para guiar o planejamento de clusters de conteúdo.
- Registre mudanças e ajustes, isso cria histórico e aprendizado institucional.
O que podemos esperar dessa nova mudança
O Query Groups é mais uma das inovações em relação a transição do SEO baseado em palavras-chave para o SEO baseado em intenção e contexto.
O Google está deixando claro que o foco não é mais no termo exato, mas na necessidade do usuário.
Para empresas que querem ranquear no Google, significa que entender semântica e comportamento de busca será cada vez mais importante do que dominar listas de palavras-chave.
Agora, o Search Console se aproxima da realidade dos mecanismos de busca modernos
A análise fica mais intuitiva, o planejamento de conteúdo, mais estratégico e o SEO, mais centrado na intenção de busca.
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